terça-feira, 7 de junho de 2011

Cúriassica

Letra: Sp. 17/11/06


Eu conheci um cara
Um sujeito muito estranho
Ainda não toma banho
Só tem um blaizer preto
Que nunca viu sabão
Dorme nas calçadas
Tremendo cachaceiro
Nunca fez uma
Nunca tem dinheiro
Dizem que é casado
Com um puta mulherão
Será que é verdade...

Ele toma no copo
E ela toma no cú...riassica
Que é o bar da esquina

Ele toma no copo 
E ela toma no cú...riassica
Que é o bar da esquina.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Cálice

Poema: Sp. 01/09/06


Quero penetrar seu intimo
E mergulhar em tua sopa
O teu seio em minha boca
Quero explorar tuas grutas
Cavernas, matas e montanhas

Desse lindo templo nu
E tu beberas do leite
Diretamente do cálice do amor
Que banharás o seu corpo
De milhões de vivas possibilidades.

Gira sois

Poema: Sp. 13/09/06


O seu corpo exala
Um perfume magnífico 
Nem lírios do campo
Nem as roseiras frondosas
Ou os liláseiros 
Ou até mesmo as azaléias
Desfilam a tua beleza
Que é tão peculiar
Quanto o sol que ilumina
Os gira sois,

Em meio a toda
Essa natureza exuberante
Você é a mais feminina
Das flores
Que enfeitam o jardim
Dos meus sentimentos
Mais íntimos.

Meus amores

Poema: Sp. 19/09/06


Amei Roberta 
Como a minha própria mãe
Amei Sheila
Como se fosse uma filha

Ainda as amo
Como se uma fosse 
Minha namorada
E a outra fosse
Minha amante

Mas ambas serão
Minhas esposas
E mãe dos meus filhos

Por que as duas 
São a mesma...
Sheila Roberta!!!
Que nos amamos
Incondicional mente
Em muitas vidas
Inclusive essa!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desentrenhada

Poema: Sp. 06/06/06


Sou um poeta modernista
Com rastros barrocos
Minha poesia é desenfreada
O que importa é o momento
O agora, o fato, o presente

Não quero estruturar nada!
Metrificar nada!
Estetizar nada!
Só quero expressar
O momento, o acontecimento
E pronto!

Amora

Poema: Sp. 23/11/06


Quero teu apoio
Pois sou o joio
E você é o trigo
Fica comigo,

Sou o oposto do inimigo
Estou sempre contigo
Você me resgata todo dia
De volta ao seu abrigo.

Sem você vagueio, mendigo
Pois sou o joio
E você é o trigo,

Te espero amanha no domingo
Para relembrar nosso amor antigo
E tudo que temos vivido até agora
Não vá embora,

Nosso amor tem aurora
É mais belo que a flora
Já é chegada a hora
Para juntos pagarmos a mora.

No leito

Poesia: Sp. 02/11/06


Estou fudido, mal pago, aleijado
Em termos capado
Sem poder gozar a vida
Que situação negra, oprimida
Não sei se pegarei o diploma
Pois as mensalidades
Alcançaram bruta soma
Estou em coma
Não estou ajudando em casa

Meu respeito a cada dia vaza
Não consigo pensar direito
Quero me levantar desse leito
E continuar a escalada
Tenho nível técnico e universitario
Mas não consigo encher o armário!
Eu não me abalo facilmente
Seguirei a luz reluzente
Ainda olharei para traz sorrindo
A vida não para, continuarei seguindo.