quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um bicho

Letra: Sp. 18/02//05


Toda segunda feira é sempre assim
Eu nessa ressaca de matar
Ontem foi dia de futebol
O resto da historia
Eu não vou nem contar

Os dias vão passando numa lentidão
Faculdade e trabalho
Que chateação
Quero logo a sexta feira
Pra me libertar
Depois da meia noite
Um bicho eu vou virar.

No final de semana
Arrasta
Cerveja gelada e mulher
É só isso que levanta
O meu astral
Se eu ficar em casa
Eu passo mal.

No final de semana o forro são
Cachaça da boa
Que emoção
Muita fêmea na pista
Pra dançar
Dentro do meu barraco
Que eu não vou ficar.

Agora ou nunca

Pensamento: Sp. 14/12/05


Me encontro nessa ansiedade cruel
Perdido em reflexões decisivas
De uma atitude aparentemente fútil
Mas de uma importância inegável para mim.

Creio que seja a primeira vez
Que viajo para o nordeste
Mais precisamente São Luís do Maranhão
La se encontram minhas raízes

E um pai que ainda não conheço,
Dai o maior motivo dessa viagem
É claro! que tenho outros parentes
para visitar.

E visitarei com certeza
Espero que essa atitude me faça bem
Sinto ser na minha vida
Um divisor de águas

Que modificara a minha vida
Para sempre.

Donzela

Poema: Sp. 14/12/05


Pudera eu desposa la
Feito o beija flor
Que conhece o âmago da rosa
Pudera eu ser agraciado
Com tal dádiva divina
Pudera eu torna la
Um mar de desejos
Para um mergulho
De dor, libido e tesão
Pudera eu torna la cascata
Por entre os membros inferiores
Pudera eu tornar perceptível
A excitação através dos teus seios

Armados e apontados para o norte
Pudera eu te la nua em pelo
Para que a língua da boca
Se misturasse coma a língua
Do portal da luz e da vida
Pudera eu preenche la
Os espaços de muito carinho
Tu és a donzela cobiçada
A pureza a espera de ser desvirginada
Sei que não sou merecedor
Mas continuo a ranger
Os dentes de inveja
Desse teu contemplado possuidor.

India

Poema: Sp. 12/12/05


Dona de si
Senhora do seu náris
Mulher de um gênio forte
É feito um homem decidida
Índia natural de beleza escultural.

Na decepção trancou o coração
Por traz daquela fortaleza
Existe uma gata siamesa
Carente de carinho.

Vive na promiscuidade
Porque não encontrou
Um amor de verdade
Para equilibrar teus sentimentos.

Sexo você sempre vai encontrar
Homens nunca vão lhe faltar
Mas carinho nem todos sabem dar
Do jeito que eu lhe dei,

Posso não te-la novamente
Mas esses nossos momentos
Eu quero guardar para sempre.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sublimidade

Poesia: Sp. 02/05/05


Sem a intenção de agradar alheios
Mas já atraindo olheiros
Com um semblante de mistério
De mulher do oriente
Onde só os olhos negros se percebe
Por traz da turba quente
Musa no deserto do meu desejo ardente
Tu és para mim sublimidade

Odalisca dos meus sonhos
Vem dançar seu ventre
Nas minhas fantasias de adolescente
No qual te vejo linda e contente
Quero manter na moldura tua pintura
E assim preservar a tua doçura
Para quando ver chegado o inevitável
Poder provar do suco do prazer.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gorete

Poema: Sp. 22/11/05


Sorriu de minha genitora
Lágrimas de crocodilo
Na sua pertubação evidente
Que não aflige a mãe vidente,
De uma visita intensiosa
Viu a pobreza de maria
E seus rebentos bem criados,
Mas cuidado madame socialite
De alta classe elitizada
Na aparente miséria
Se esconde as riquezas eternas,
O ouro só é janela nessa esfera
De nada vale
Seus conhecimentos academicos
E diplomas noutro plano...
Se olhar direito princesa
De nada vale seus titulos de nobreza
Comparado a batalha espiritua de maria,
De um carater espiritual indiscutivel

Não sou inquisidor
Mas na proxima página
Da sua eternidade
Maria tera muitos amigos
Há recebe-la,
Chore por si mesma
Por que maria cicatriza
Seus pecados.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Maria

Poema: Sp. 25/10/05


O choro é a fuga do algóz
Nas lágrimas expressamos
Nossa voz
Sentimentos efémeros, velozes
Viajantes para outro estado
Depois da enchorrada sempre
Vem a calmaria
Calma Maria pra que chorar
Do seu ventre fez-se
A luz do mundo.

Imundo, moribundo, submundo...
A felicidade é parte de nós
Seja constante
Amante das coisas boas
Suas escolhas determinaram
O quanto de ruim ou de bom
Virá
A felicidade está no apagar
Das luzes.