terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

rastejante

Poema: Sp. 25/10/05


Fui julgado pelo sangue!
Condenação:
Absolvido pela jurisdição
Do plano oculto
Ainda sofro a culpa
Mas disso não faço justificativa
Pelos meus fracassos na vida
Sigo o caminho da redenção
Por esforço ou obrigatoriedade
Ainda serei moralmente bom
Enquanto não faço o que digo
Me obrigo a continuar
A caminhar
Mesmo que tenha que rastejar.

Manto negro

Poema: Sp. 29/09/05


Olhaste e não viste
As duras penas
Sorriste e não percebeste
O manto negro
E o nevoeiro caçoaste de ti
Na fúria desfiguraste a face
Na raiva esbravejaste
O próximo

E o minino de tempo
Apagaste a dor
Agora a cara que quereste
Eu faço
A ironia que pedires eu dou
Mas a verdade do meu âmago
Não se apagaste
Pela aste do demonio.

Julho

Poema: Sp. 29/07/05


Meio ano é muito pouco
Perto de ti
Um mês é uma eternidade
Sem -la
Ainda mais por não tê-la
Nessas trezentos e sessenta horas
Em nenhum minuto
Fugiu-me do pensamento
A imagem daquela quimera
Que é a bela e a fera
Do meu contentamento.

Nos dois milhões
Quinhentos e noventa e dois sigundos
Agonizei a espera de reve-la
Aurora radiante
Nascendo mais forte no meu peito
Volte, volta logo meu farol
Quero da minha cadeira
Na quarta fileira
Continuar a olhar para esquerda
E admirar a tua rara beleza
E pensar quem sabe um dia...

Mas falta coragem
É muita energia que nos envolve
Realmente o calculo é complicado
Mas o resultado é exato
E a conclusão é fácil
Te quero... te venero... te espero...

Musa entocável

Poema: Sp. 04/07/05


Se não me encorajo a declarar-me
É porque temo desmoronar um castelo
Onde os alicerces já foram chumbados
Mas sei que a tua sensibilidade me sente
Se num instante eu me oferto e te flerto
No outro me omito para não ficar explicito
O que já não sei conter faz tempo
Se não lhe trato como as demais
É porque tu és a musa intocável
Das minhas poesias,

E se me distancio é porque temo
Qualquer apelo dos teus lábios
E qualquer comando do seu corpo
Não seria forte o bastante
Para resistir diante desse olhos grandes
De jabuticaba doce,
Rezo para Deus
Que me afaste esse cálice
Mas se isso realmente acontecer
Foi a vontade do pai
Aí! já não cabe mais mim ou a você
E sim a divina sabedoria.

Espelho

Pensamento: Sp. 28//01/11


Gostaria de ser menos intenso!
Quando estou feliz,
Estou muito feliz...
Quando estou triste,
Estou muito triste...
Quando estou bêbado,
Estou muito bêbado...
Quando estou sério,
Estou muito sério...
Mas sempre sou eu...
Sou eu...

Musa

Poesia: Sp. 03/07/05


Há vi de relance
E nesse instante
Tornou-se musa
Dessa minha poesia.
Milagre de efemeridade
Mas de beleza infinita
Sereia mergulhada
No mar dos próprios olhos azuis,
Tua beleza se compara a natureza
Repleta de sol, planices e planaltos
Geografia escultural
Cabelos longos de cascatas cristalinas,
Não há amo pois sou amo de minha amada
Mas se nunca foi enamorada
Lembre-se que te amo nesses versos
Enquanto conduzia a pena no papel,
Te amei só por um instante
Apenas um momento de profunda paixão.
Muitas donzelas sonham tornar-se musa
Muitas donzelas morreriam por uma rosa
Muitas donzelas morreriam por um poema de amor
Mas não morra por favor!
Ainda será amada por muitos outros poetas errantes
E por muitos outros homens amantes
Da eterna, romântica, platónica poesia.





Maçã madura

Letra: Sp. 28/07/05


Anjo de pele escura
E da alma clara
Um sorriso largo de marfim
Sua boca de carne mal passada
Mais doce que o mel da flor
Pequena na estatura
Mas grande na postura
Sensualidade acentuada.

Só mesmo vinda
Dessa linhagem linda
Que a África nos ofertou,
De todas as virtudes
Que em ti passeiam
A mais atraente certamente
É a pretuberância abundante
Que me lembra uma maçã madura

Pronta para ser degustada
É a típica mulher brasileira
Referencia mundial
A espontaniedade despensa apresentações
A naturalidade que arrebata multidões
Tu és a majestosa da feminilidade
A inspiração do poeta
E a perdição do mundo.

Detentora do poder
De manipular os homens
Até o abismo mais profundo
E imundo, e fundo do prazer.